É PRECISO QUE A SEMENTE MORRA, PARA CRIAR A VIDA

17/03/2013 21:11

"... se um grão de trigo não for jogado na terra

e não morrer, ele continuará a ser somente um grão.

Mas, se morrer, dará muito trigo."

(João 12.24)

 

Quem ainda lembra do KINDEROVO? O Kindovo ainda existe, mas já é mais raro nos supermercados, embora tivesse a sua época de ouro, onde as crianças acompanhavam as suas mães e pais até o supermercado, com um objetivo específico: ganhar um Kinderovo. Mas o que tanto chamava a atenção das crianças nesse ovo de chocolate? O chocolate? Ora, o brinquedo que vinha no seu interior e que sempre era uma surpresa diferente.

Estamos nos aproximando da Páscoa e o Kinderovo pode nos ajudar a refletir sobre o verdadeiro sentido da Páscoa. O que realmente importa é o recheio, o que está escondido, a essência da vida.

E o que é a essência da vida? Toda vida surge de uma semente. É da semente que brota a vida. Seja a vida encontrada na planta, quanto a vida que surge com um feto que cresce e se transforma em um ser humano.

O grão de trigo somente poderá gerar mais vida se ele morrer, para gerar o trigo, que produzirá o pão e que poderá alimentar mais vidas.

Assim também é o exemplo de Jesus Cristo. Ele precisou morrer na cruz para gerar nova vida.

Ao morrer na cruz, Ele, como se fosse uma semente, germinou. Na ressurreição, a a planta cresceu e, ao crescer, gerou vida nova.

Páscoa lembra "passagem". Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante a "Pessach". O termo em latim "Pache" deriva do grego "Paskha" que, por sua vez, é uma adaptação da palavra hebraica "Peschad" que, por sua vez, significa "PASSAGEM".

A designação dada pelos hebreus tem a ver com a fuga do povo de Moisés do Egito, celebração realizada na igreja primitiva. Na Era Cristã, celebramos a ressurreição de Jesus Cristo, durante o período da Páscoa.

O nosso mundo contemporâneo tem um aspecto muito próximo do sentido de "passagem", onde tudo é provisório, muito passageiro, nada é permanente. 

Todos nós, em algum momento, passamos por uma fase que tem características qiue, embora com proporções imensamente menores do que a "passagem" da Páscoa, trazem alguns traços parecidos com este período de passagem. São fases onde passamos por uma renovação. Momentos que servem para a nossa reflexão a avaliação. Enfim, um momento de parada para avaliar, reavaliar e refletir sobre o que fizemos e estamos fazendo, com o propósito de reorganizar e nascer de novo.

É como a semente que precisa morrer para criar nova vida.

Para renascer, é preciso desapegar-se da vida. João diz isso em seu versículo 25, no capítulo 12 do seu livro nas Sagradas Escrituras: "Quem ama a sua vida, não terá vida verdadeira; mas quem não se apega à sua vida neste mundo, ganhará para sempre a vida verdadeira." (João 12.25).

Por alguma razão, eu passei por um período "sabático". Foi um período de sofrimento, de muitas reflexões, mas foi importante. É um período de "passagem".

É desafiador,mas também é consolador, pois sabemos que toda a dor e toda a injustiça sofrida não passa de um germinar de semente.

Que nós possamos meditar durante estes dias que antecedem a Páscoa, para renovar a nossa fé em Jesus Cristo, Filho de Deus, Nosso Salvador e que este período reflexão possa ser um breve momento para renovar em todos nós o sentimento de que pelo sofrimento dEle na cruz, nós fomos salvos.

 

Prof. Uwe Roberto Strauss

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